19 de maio de 2015

Redução da Maioridade Penal

Acho que você não entendeu nada ou...

Muitas pessoas que conheço e, infelizmente, grande parte da sociedade está a favor e comemorando o fato da possibilidade de aprovação da redução da maioridade penal.
Gostaria de começar a abordagem desse tema dizendo que quando defendemos a Não redução da maioridade penal, não estamos dizendo que os jovens não devem ser “punidos” pelos crimes, ou se preferirem “ato infracional”, que cometeram. Só dizemos que os jovens não podem ficar presos no mesmo sistema carcerário já falido que possuímos, onde há outros bandidos já "formados" no tráfico e no crime.
Não estou falando que os jovens e adolescentes devem ficar impunes e cometendo crimes de acordo com sua boa vontade por ai a fora, até por que a responsabilidade penal no Brasil começa aos 12 anos de idade, ou seja, senhoras e senhores, a partir dos 12 anos qualquer um que cometer ato infracional (leia-se “crime”) deve sofrer as sanções descritas no Estatuto da Criança e Adolescente, são elas:Advertência, Reparação de danos, Prestação de serviços à comunidade, Liberdade assistida, Semiliberdade e Internação(Pode-se conhecê-las clicando aqui).
Sempre ouvi (principalmente dos mais velhos..rs) que devemos cortar o mau pela raiz, então por que no caso dos jovens não vamos a raiz do problema? Sim, raiz! E a raiz do problema não é o crime, e a prisão nada mais é do que uma ilusão de resolução do problema da violência. Vou tentar explicar:
Redução da maioridade penal ≠ Raiz;
Raiz = Causa do problema;
Causa do problema = Falta de educação, cultura, lazer, cuidado, amor, falta de oportunidade de empregos, falta de estrutura familiar etc.

Vamos procurar entender o que levou esses jovens a cometer crimes, será que esses jovens não são tão vítimas quanto às vítimas que eles fazem? Como eles entraram no crime? Por que entraram no crime?  
Antes de entrar no crime faltou a esses jovens: amor, respeito, educação, cultura, lazer e saúde, oportunidade de emprego, estrutura familiar etc. Quando falta tudo isso perdermos os jovens para o tráfico, no tráfico por meio da dor e do medo eles conseguem respeito, mas continuam com falta de amor, saúde, educação etc. Vale lembrar também que em muitos casos os pais desses jovens estão no tráfico, qual exemplo e qual a perspectiva de vida eles tem para não entrar no crime?
Infelizmente hoje a sociedade entende que a prisão é apenas local de reclusão e não um local onde os reclusos deveriam ser recuperados e reinseridos na sociedade. Acabam esquecendo que esses que vão para a prisão voltam para a sociedade depois de cumprirem seu período de punição e devido não terem lá dentro uma oportunidade de recuperação e resocialização, voltam para a sociedade muito piores porque na prisão só aperfeiçoaram suas “habilidades” no crime.
Bem se você leu até aqui, podemos entrar em alguns números que podem lhe ajudar um pouco mais a entender que a redução não reduzirá nossos índices de violência e te aviso que infelizmente não, não ficaremos mais seguros com esses “trombadinhas”, “sementinhas do mal”, “delinquentes”, “crackudos” entre outros adjetivos que escutamos por ai, mas que eu prefiro chamar de jovens, nas cadeias.
Um dado muito importante é de que apenas 0,9% de todos os crimes cometidos no Brasil são realizados por jovens, ou seja, menos de 1% de todos os crimes, e considerado apenas homicídios e tentativas de homicídio, o percentual cai para 0,5%.
Entrando nessa estática de 0,9%, apenas 8,4% cometeram homicídios e 1,9% latrocínios, ou seja, 10,3% dos crimes que esses jovens cometeram foram crimes contra a vida. (Clique aqui para saber um pouco mais sobre o assunto).
E você vai continuar acreditando que jogando jovens de 16 anos na prisão o problema do crime será solucionado? Os números mostram claramente que não!
Esperamos que os jovens sofram medidas sócio educativas e depois sejam reinseridos na sociedade com uma nova vida ou ao menos uma nova opção de vida. Esse é o nosso desejo e isso se feito com vontade, funciona!
Ah! Espanha e Alemanha reduziram a idade penal e voltaram atrás porque conseguiram ver na prática quer reduzir a idade penal não diminui o problema da violência.
Bem, somos o 3º país em população prisional no mundo e os EUA (tem gente que por ai fala que é exemplo porque com 12 já pode ter prisão perpetua) é o líder em população prisional mundial. Se pena de morte e redução da idade penal resolvessem problemas de violência e criminalidade, os EUA não deveria ser o país que menos tem encarcerados?
Somos o 6º país com mais morte de criança e adolescente. Quando vamos parar para refletir sobre a quantidade de crianças que morrem? será que isso não nos diz nada? Ou vão falar também que esse número nada tem haver com a violência?
Para se informar mais sobre o assunto:

Todos os países que reduziram a maioridade penal não diminuíram a violência

Termino com uma frase que muito escutei de um professor no meu curso de pós-graduação e espero que ajude: “Acreditar por acreditar apenas em Deus; para todo o resto: dados e fatos!”.
Dados e fatos foram apresentados, aos que são a favor da redução, por favor, me apresentem dados e fatos para provar que a redução da maioridade penal resolverá nosso problema.
E se for para acreditar em Deus, acredito no Deus da vida e não no deus da exclusão!
...precisa parar e repensar.

Texto por Leandro Mello 
(Membro da Comissão da Pastoral da Juventude na Arquidiocese do Rio de Janeiro e da Coordenação Regional da Pastoral da Juventude - Leste 1 CNBB)

22 de abril de 2015

Carta Aberta da Pastoral da Juventude - Regional Leste 1

Rio de Janeiro, 10 de abril de 2015.

Amados jovens pejoteiros/pejoteiras do Regional Leste 1, paz e bem!

É Páscoa! É Vida Nova! É Ressureição! Em união com toda a igreja celebramos a Páscoa de Jesus! Sua vitória sobre a morte!

Iluminados por esta luz que é Jesus Ressuscitado, iniciamos com alegria e fé esta caminhada de um novo triênio 2015-2017 para a Pastoral da Juventude Leste 1! 

A XII Assembleia Regional, realizada em novembro de 2014, nas terras de São João de Meriti, alimentou nossos anseios de uma pastoral que sonha e luta pela causa da juventude. Ao analisar a caminhada percorrida e traçar novas metas para os próximos passos, projetamos nossos sonhos e organizamos nossa esperança na busca de um futuro melhor para nossa juventude. 

Com ânimo renovado pelos ventos alcançados em nossa última Assembleia Regional, queremos construir juntos nossa caminhada para este triênio buscando o fortalecimento e acompanhamento de nossas bases, a formação e organização da rede de assessoria e formas cada vez mais eficientes de comunicação e metodologia da prática de nossa pastoral. Queremos ser e fazer pastoral da juventude! 

Para esta nova empreitada, contamos com o serviço e doação dos jovens Nattaly Nunes e Luan Dutra, que com muito empenho e dedicação, assumiram o desafio de estar a serviço na Secretaria do Regional. Também os jovens João Souza e Suelen Araújo que assumiram o serviço da tesouraria regional.

Após a reflexão sobre as necessidades e urgências apontadas pela plenária, discutidas e encaminhadas na Assembleia, traçamos metas para dinamizar este processo e alcançar estes objetivos, estabelecendo meios para um maior acompanhamento das Dioceses, que proporcionará uma relação mais próxima entre a Coordenação Regional e as Coordenações Diocesanas. Também um acompanhamento entre dioceses, onde cada membro da Coordenação Regional irá acompanhar a caminhada de uma outra diocese.

Outra urgência apontada pela assembleia foi o fortalecimento e organização da rede de assessores. E os primeiros passos para que isso se concretize já foram dados! Comunicamos a realização do Encontro Regional para Assessores a realizar-se ainda este ano, com o objetivo de capacitar e atrair mais pessoas para este serviço, bem como articular aqueles que já desempenham o papel da assessoria. Além da proposta de um maior acompanhamento da Comissão Regional de Assessores junto aos assessores diocesanos e vicariais.

Comunicamos também a realização da Reunião Ampliada em abril de 2016 para avaliar a caminhada percorrida e definição do representante do Regional na Coordenação Nacional. Esperamos contar com o carinho e apoio de todos os jovens pejoteiros e pejoteiras de nosso Regional na fomentação e promoção de nossa identidade, na luta pela juventude pobre, na denúncia a todo tipo de violência, na vivência da espiritualidade libertadora e no seguimento fiel à Cristo, modelo de justiça e esperança!

Reconhecemos os tempos difíceis em que vivemos, a vida de tantos jovens condenada com a proposta de redução da maioridade penal, crise financeira, entre tantos outros desafios a serem superados. Estamos apenas começando o nosso triênio. Muitos serão os desafios que ainda teremos pela frente, mas muitos também serão os sonhos e as alegrias. “Trabalhamos e lutamos porque depositamos a nossa esperança no Deus Vivo” (1 Tm 4, 10). Seja o Deus Vivo o ânimo e a força na caminhada de cada um e cada uma de vocês, que Ele possa transbordar nos seus olhares radiantes rumo à Civilização do Amor.

Amém, Axé, Awere, Aleluia!

Coordenação da Pastoral da Juventude

Regional CNBB Leste 1

21 de janeiro de 2015

Papa Francisco envia carta ao 11º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude

Bandeira da PJ entregue ao Papa na JMJ Rio
Mestre onde moras?
Vinde e vede! (Cf. Jo 1,38-39)

Estimada Aline e meu querido Alberto, que a graça do Jovem de Nazaré permaneça sempre com vocês, e nessa saudação quero abraçar a todos os jovens e adultos que estão participando do XI Encontro Nacional da Pastoral da Juventude nas benditas terras amazônicas.

É com grande alegria que me dirijo a vocês por meio desta singela mensagem, obrigado por deixar-me participar deste grande e bendito encontro.

Gostaria de começar dizendo que fiquei muito feliz ao rezar e meditar a iluminação bíblica e o lema do encontro.

Essa pergunta habita no coração humano. A respeito de tudo e em todas as circunstâncias. Atesta-o a experiência pessoal, documenta-o a história, confirma-o o relato bíblico. O rosto da pergunta surge no alvor das origens com aquele célebre: “Adão, onde estás? Que fizeste do teu Irmão?”; no templo de Silo no diálogo do jovem Samuel com o sacerdote Helí, nas proximidades do rio Jordão com dois discípulos de João a Jesus de Nazaré: “Mestre, onde moras”? Jo 1, 35-42.

Também, hoje, a pergunta bate “à porta” da nossa consciência: Que queres da vida? Que sentido dás ao tempo? Como geres o instante no todo na tua história pessoal? Tens presente o teu futuro definitivo? 

E o teu contributo para o bem de todos? Cada um de nós saberá continuar a lista sem dificuldade.

Toda a pergunta tem resposta. “Vinde e vede”, a resposta de Jesus fica como modelo e pedagogia para todos os peregrinos da verdade. Eles vão e ficam na sua companhia. Deixam-se “moldar” pelo modo de ser do Mestre. Mais tarde serão enviados em missão. E, como outrora, também agora, somos convidados a conviver com Ele, a partilhar a sua vida, a acolher o seu olhar penetrante, a deixar-nos atrair e a “agarrar” pela experiência gratificante que dá resposta aos anseios mais profundos do coração humano.

Os discípulos, na companhia do Mestre, aprenderam os modos de realizar a missão: curar doentes e alimentar famintos, partilhar e viver na alegria sincera, deixar-se conduzir pelo amor universal e generoso, que Deus nos tem, acolher os mais débeis e afastados das fontes da vida. E partem pelos “quatro cantos da Terra” a anunciar a vocação sublime de todo o ser humano, a apreciar e a cuidar a dignidade do seu corpo (toda a sua pessoa), a construir relações na base da regra de ouro “tudo o que queres para ti, fá-lo aos outros”, a reconhecer que só a civilização do amor manifesta, o melhor possível, a convivência sustentada em sociedade e redimensionada na cultura, a vocação de toda a humanidade.

Essa mesma vocação que nos convida a partilhar “A vida, o pão e a utopia”. De que serviria dizer que somos seguidores de Cristo se somos indiferentes às dores dos nossos irmãos? “Mostra-me tua fé sem obras que pelas minhas obras te mostrarei a minha fé” lembra-nos o apostolo Thiago.

Meus queridos e minhas queridas jovens, tenho muita esperança em vocês que dão testemunho com as suas vidas desse Cristo libertador. Esse Cristo que “olhou ao jovem com misericórdia e o amou”, a Igreja também ama vocês e por isso os peço que não se deixem abater pelas coisas que possam chegar a ouvir da juventude, em todo tempo histórico se falou pejorativamente dos jovens, mas também em todo tempo foi essa mesma juventude que dava testemunho de compromisso, fidelidade e alegria.

Nunca percam a esperança e a utopia, vocês são os profetas da esperança, são o presente da sociedade e da nossa amada Igreja e por sobre todo são os que podem construir uma nova Civilização do amor.

Joguem a vida por grandes ideais. Apostem em grandes ideais, em coisas grandes; não fomos escolhidos pelo Senhor para coisinhas pequenas, mas para coisas grandes!

Que o bom Deus abençoe sempre seus passos e seus sonhos e que a Nossa Senhora aparecida os cubra
sempre com o seu manto sagrado.

Com minha benção apostólica.
+ Francisco
Vaticano, 21 de Janeiro – Dia de Santa Inês – de 2015.

Fonte: http://www.pj.org.br/

19 de novembro de 2014

3º dia da XII ARPJ

Domingo (16) foi o último dia da XII ARPJ Leste 1 e contou com bastante discussões e votações, mas sem deixar a animação de fora. 
No dia anterior, as dioceses haviam se reunido para expor as necessidades e urgências das mesmas e no dia seguinte, foi vez de votar em quais delas seriam mais relevantes na realidade do regional. 

A manhã seguiu o tempo todo nesse contexto, mas logo chegou a hora do almoço em que os delegados puderam descansar e relaxar um pouco. Em seguida, voltaram para as votações, momento este tão importante para a construção do Regional Leste 1 no triênio de 2015-2017. 
Por volta das 15 horas, após todas as questões serem revolvidas e os debates encerraram-se. Os delegados prepararam-se para a Celebração Eucarística, presidida por Dom Nelson, que falou da importância da PJ, e Dom Tarcísio, ambos bispos da Diocese de Duque de Caxias. A missa teve total participação dos delegados e encerrou a XII Assembleia Regional da Pastoral da Juventude Leste 1, que teve um significado tão grande na história de toda a pastoral e será dificilmente esquecida por todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram para que esse evento ocorresse com tanto sucesso. 



As equipes de metodologia e comunicação agradecem em especial a todos que enviaram suas cartas e depoimentos de incentivo aos delegados durante todo o final de semana.


Veja o vídeo de encerramento AQUI!
Mais fotos AQUI!

16 de novembro de 2014

2º dia da XII ARPJ

Sábado (15), o dia na XII ARPJ foi bem intenso e cheio de atividades. A manhã começou com a oração inicial , tendo a presença do Dom Tarcísio, bispo da Diocese de Caxias, e bastante animação.
Após, houve a apresentação da assembleia e seus objetivos, que são: "promover um espaço de partilha, revisão e avaliação da caminhada da juventude do Regional Leste 1, celebrar a vida e a história, reafirmar a esperança e, a partir disso, planejar ações concretas que contribuem com a vida dos grupos jovens no triênio 2015-2017", cujo tema é: "projetar sonhos e organizar a esperança". Em seguida, trouxeram na lembrança os momentos mais marcantes durante esses três anos, como o Encontro Nacional de Assessores da PJ, em 2012; a Ampliada Regional da PJ, em 2013 e o Seminário de Identidade, também em 2013, dentre outros.
Pouco antes do almoço, a Secretária Nacional, Aline Ogliari, trouxe um olhar a realidade social e eclesial, dizendo: "Enquanto Pastoral da Juventude, temos o compromisso de olhar para os escolhidos de Deus e reconhecer neles a presença de Deus e então, reconhecer o que e quem questionar para construir o Reino a partir desses escolhidos".
Já na parte da tarde, assim que almoçaram e descansaram, os delegados foram divididos em grupos de debates sobre os seguintes questionamentos: "Como estão as articulações diocesanas no que se refere ao acompanhamento aos nossos grupos de jovens?", "Como é a relação da PJ com as estruturas da igreja local?Quais são os cenários existentes nas dioceses?", "Como tem sido a intervenção da PJ na defesa da vida da juventude e na construção de PPJs" e "Quais os avanços e desafios temos enfrentado na apresentação/reforço da identidade da PJ?".
Logo depois, o Assessor Nacional e Irmão Marista, Joilson Toledo, deu sua contribuição e nos alertou sobre o "olhar para o outro", muitas vezes tão esquecido e disse, também, que devemos ser a boa notícia, a Boa Nova em nossas comunidades.


Mais uma vez, os delegados foram divididos em grupos de conversa, mas agora, com as seguintes perguntas: "O que orienta a nossa ação pastoral no acompanhamento dos grupos de jovens?", "A partir do diálogo com a igreja local, como avaliamos a articulação da PJ?", "A nossa prática pastoral dentro dos grupos de jovens contempla a missão de defesa da vida plena das juventudes? Por quê?" e "O que não abrimos mão na nossa ação pastoral?". Encerrados os debates, aconteceu a Fila da Juventude, momento em que os delegados inscritos puderam expor suas opiniões sobre os Princípios da Pastoral da Juventude, como por exemplo, aprofundar uma espiritualidade ecumênica e aberta ao diálogo inter-religioso, considerando que os valores da paz, da justiça, do amor e da vida são valores universais. Quase no fim da tarde, as dioceses foram divididas em grupos para discutir quais as necessidades e urgências dentro da realidade de cada uma, que foram expostas depois para todos os delegados. Em seguida, foi feita a mística final da tarde. Os delegados foram para as casas de acolhida e voltaram a noite para encerrar o dia com bastante animação e descontração na noite cultural, de tema Baile Charme.



Mais fotos AQUI!

15 de novembro de 2014

1º dia da XII ARPJ

Começou ontem (14), por volta das 20 horas, o primeiro dia da XII ARPJ com a chegada dos delegados de todas as dioceses do estado do Rio de Janeiro.
A noite começou com uma recepção animada, seguida de apresentação dos participantes e jantar.



Logo depois, houve a oração de abertura do encontro, que proporcionou um momento maior de integração entre os delegados e as equipes de trabalho. Mais tarde, os jovens que participarão efetivamente da assembleia, foram direcionados para as casas de acolhida e a coordenação se reuniu para fechar os últimos detalhes do final de semana.